FAQ

 Quando devemos procurar um profissional de saúde mental?

 

Basicamente em três situações; quando somos encaminhados por outro profissional da saúde(clínico geral, outros especialistas), quando acreditamos estar sofrendo um transtorno de ordem emocional(distúrbio do sono, pensamentos que causam sofrimento, tristeza ou alegria exageradas ou por tempo prolongado, nervosismo com ou sem dores de cabeça que atrapalha nossas atividades do cotidiano, crises de medo recorrentes que tendem a modificar nossos hábitos, diminuição de nosso desempenho intelectual, sensação de perda de energia sem comprovação da presença de um mal físico, alterações de comportamento, etc.) e quando nossos familiares ou amigos sugerem uma avaliação de um especialista( muitas vezes não percebemos nossas mudanças). A procura precoce de uma avaliação, na maioria das vezes, evita danos maiores, cronificação de uma doença e prejuízo funcional importante com piora da nossa qualidade de vida e daqueles com quem convivemos.

 

 Quem procurar primeiro, um(a) Psiquiatra ou um(a) Psicóloga(o) ?

 

Atualmente estamos presenciando uma aproximação das teorias psicológicas e biológicas. Somos seres biopsicosociais e a integração do conhecimento a respeito dos fenômenos humanos não permite mais exclusões. Quando estamos diante de um problema de saúde, devemos procurar um profissional da área, que poderá orientar-nos conforme o universo de nossos problemas.

 

 Preciso de uma consulta, posso procurar o AMBAN DO IPQHCUSP?

 

O AMBAN, Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, tem por finalidade a pesquisa e o ensino, ainda que essas duas metas demandem atendimento psiquiátrico e/ou psicológico, ele é restrito a usuários que já foram atendidos por profissional habilitado e apresentem-se munidos de um encaminhamento por escrito, incluindo diagnóstico provável. Há também a possibilidade do AMBAN necessitar de demanda específica, adaptada a cada projeto de pesquisa a ser desenvolvido com a devida aprovação dos conselhos de ética de órgãos oficiais.

 

 Os Transtornos Ansiosos são comuns na população em geral?

 

Os transtornos ansiosos são muito comuns na população em geral e para entendermos melhor a quantidade de pessoas acometidas precisamos conhecer os conceito : incidência e prevalência. Denomina-se incidência de uma doença o número de casos novos surgidos em um período de tempo determinado em uma unidade da população. Denomina-se prevalência o número de indivíduos acometidos em um período de tempo, independentemente de serem casos novos ou não. Costuma-se diferenciar a prevalência num determinado momento(pontual), da prevalência ao longo da vida(vida toda). Estudos de incidência requerem seguimento de um grande número de indivíduos durante um longo período de tempo e por esse motivo, exigem serviços de saúde organizados. Existem variações nos números que apresentam percentuais estatísticos decorrentes das diferentes metodologias aplicadas, mas a maioria dos estudos apontam para uma alta prevalência dos transtornos ansiosos. O ECA( Epidemiologic Catchment Area), estudo norte americano, estimou a prevalência geral(somando-se os transtornos, inclusive fobias específias) em 8,9% para seis meses e 24% ao longo da vida. O Transtorno de Pânico de 1,6% a 3,5% ao longo da vida, Agorafobia de 5,3% a 12,5%, Transtorno Obsessivo Compulsivo de 1,75 a 2,0 %, Ansiedade Generalizada 3,1. Em relação ao sexo, a maioria dos estudos concordam que a prevalência dos transtornos ansiosos é aproximadamente duas vezes maior em mulheres do que em homens. Há maior prevalência dos transtornos ansiosos nos grupos mais jovens, especialmente para as fobias específicas, pois estas tendem a apresentar remissão(melhora)espontânea antes da vida adulta. No Transtorno de Pânico e na Agorafobia, também é maior a prevalência em indivíduos mais jovens. Levando-se em conta o fator estresse psicossocial, o risco de morbidade(doença) poderá ser até duas vezes maior. No Brasil, em um estudo de morbidade psiquiátrica de adultos realizado em Brasília, São Paulo e Porto Alegre, Almeida Filho e colaboradores encontraram os transtornos ansiosos em primeiro lugar entre os mais prevalentes diagnósticos psiquiátricos, constituindo o principal problema de saúde mental das regiões urbanas brasileiras. Esse trabalho mostra que os transtornos ansiosos são , também, os que mais apresentam demanda potencial para os serviços de saúde. O alto custo social dos transtornos ansiosos não se limita apenas à demanda desta população pelos sistemas de saúde. Deve-se acrescentar os custos indiretos , ou seja, aqueles decorrentes das conseqüências individuais dos casos não tratados, pois estudos norte americanos revelam que somente um em cada cinco indivíduos portadores de transtornos ansiosos procura tratamento. Os transtornos ansiosos são os mais freqüentes transtornos emocionais na comunidade e nos sistemas primários de saúde. Sua importância foi subestimada durante muito tempo. Ainda hoje, a maioria dos casos não são reconhecidos, diagnosticados, ou tratados de forma apropriada.

 

 A ansiedade ocorre em qualquer idade?

 

A Ansiedade é uma manifestação fisiológica intrínseca ao ser humano. Pode ocorrer de forma normal ou patológica e é necessária para a sobrevivência social. Sem Ansiedade não teríamos um desenvolvimento adequado de nossa personalidade. Aparece desde o nascimento e permanece até a nossa morte. Devemos, no entanto, diferenciar a Ansiedade Adaptativa(normal) da Ansiedade Patológica(doentia), que desencadeia sofrimento e desadaptação social.

 

 Há tratamento para os Transtornos Ansiosos na rede de atendimento do SUS?

 

Nos hospitais públicos, postos de saúde e ambulatórios, existe atendimento psiquiátrico e psicológico. Esses serviços podem ser procurados diretamente pela população nos locais mais próximos de suas residências. As novas diretrizes do Ministério da Saúde para o Sistema Único de Saúde tende a regionalizar os atendimentos para que não haja acúmulo de usuários nos grandes hospitais, inviabilizando um atendimento de melhor qualidade.

 

 Os grupos de apoio podem ajudar no conhecimento e tratamento dos transtornos ansiosos?

 

Os grupos de apoio, geralmente, são formados por associações e sociedades, orientados por instituições, comunidades, etc. Atualmente há crescimento em todo o mundo de numerosos grupos de apoio em várias patologias ou grupo de patologias. Os grupos têm o objetivo de informar, orientar, encaminhar e divulgar as patologias envolvidas e assim diminuir os danos e sofrimento que elas podem causar na população em geral.

 

 Qual a duração do tratamento do Transtorno de Pânico?

 

O tratamento do Transtorno de Pânico pode ser medicamentoso, psicoterápico (cognitivo-comportamental) ou com a associação de ambos. Cada pessoa tem uma resposta de acordo com a gravidade, tempo de doença, adaptação ao tratamento empregado, etc. Tem duração média de seis meses a dois anos e meio e a pessoa acometida deverá ser avaliada ocasionalmente mesmo após o desaparecimento de todos os sintomas. Não devemos esquecer que um grande número de pessoas necessitam tratamento medicamentoso ou psicoterápico durante vários anos.

 

 O tratamento para o Transtorno de Pânico pode levar a cura?

 

O número de recaídas no T. de Pânico, mesmo após tratamentos eficazes, é muito significativo. A cura é, e sempre deverá ser, o objetivo final dos tratamentos utilizados. Há estudos científicos de longo prazo que apontam para 20% de cura(remissão total), ainda que uma boa parte das pessoas acometidas permaneçam com sintomas menores,(ansiedade antecipatória, por ex.). Na maioria das pessoas ocorre melhora na qualidade de vida, retorno às atividades, estabilização do humor, interrupção da cronificação e diminuição do prejuízo funcional com melhora das condições sócio econômicas.

 

 Quais os medicamentos mais utilizados no tratamento do Transtorno de Pânico?

 

O medicamentos mais utilizados atualmente para o T. de Pânico são os antidepressivos. Os tranquilizantes podem ser usados como coadjuvantes, mas devem ser retirados assim que houver controle das crises e diminuição dos estados de ansiedade.

 

 Podemos ingerir bebidas alcóolicas quando sob o uso de antidepressivos ou tranquilizantes ?

 

Não devemos usar bebidas alcoólicas associadas a medicamentos psicotrópicos(medicamentos que têm ação sobre o Sistema nervoso Central). Geralmente há alterações nos efeitos do álcool e medicamentos utilizados(antidepressivos, tranguilizantes, estimulantes, etc), podendo ocorrer alterações clínicas, de comportamento, emocionais, neurológicas,etc, que poderão levar a acidentes ou danos à saúde.

 

 O Transtorno de Pânico pode ocorrer na infância?

 

Os transtornos ansiosos podem ocorrer na infância, mas sua identificação é mais difícil, porque as manifestações dos sintomas não são as mesmas que nos adolescentes e nos adultos. A criança ansiosa pode ser confundida com a criança hiperativa ainda que a superposição desses transtornos pode ocorrer, o que exige uma avaliação aprofundada. Crises de ansiedade podem ser confundidas com "birras ou manhas" ou medo infundado. Devemos levar a criança ao médico ou psicóloga(o) quando há repetição de comportamentos que suspeitamos ser inadequados.

 

 Podemos sofrer mais de um transtorno ansioso ao mesmo tempo?

 

Quando acreditamos ter um problema emocional, não imaginamos que os transtornos emocionais, na maioria das vezes, não ocorrem isolados. Podemos apresentar fobia de elevador e crises de pânico no elevador ou podemos estar muito deprimidos e ter idéias obsessivas, e assim por diante. Levando-se em conta a nova classificação dos transtornos mentais(DSMIV), denominamos Comorbidade quando aparece mais de um transtorno ao mesmo tempo, como por ex: T. de Pânico com Fobia Social, T. Obsessivo-Compulsivo com Depressão, Fobia Específica com Ataques de Pãnico, Agorafobia com Ansiedade Generalizada, etc. Apresentar mais de dois transtornos associados não é incomum e tentar relatar ao profissional que nos atende todos os prováveis sintomas é muito importante para obter-se um diagnóstico abrangente e consequentemente um tratamento mais eficaz.

 

 Quando ocorre comorbidade o tratamento é eficaz?

 

Quando os transtornos são diagnosticados adequadamente, aprofundando-se a investigação de cada um deles, poderemos ter mais eficácia nos resultados. Quando há omissão de alguns sintomas e a pessoa avaliada fica constrangida em relatá-los, pode haver dificuldades em planejar o tratamento e prolongar o tempo necessário para obter-se a remissão(melhora) ou mesmo ocorrer cronificação do quadro clínico.

 

 Abandonei o tratamento e piorei, o que faço agora?

 

Muitas vezes, algum tempo após iniciar o tratamento, o abandonamos sem avisar o nosso terapeuta ou paramos de tomar os medicamentos. O abandono do tratamento não é incomum nos transtornos emocionais, em geral. A dificuldade em aceitar o uso de uma medicação ou uma psicoterapia por tempo prolongado é uma das principais causas do abandono. Devemos refletir sobre o prejuízo que uma doença poderá causar em nossas vidas ao longo do tempo(prejuízo no trabalho, nas relações familiares, sociais, afetivas, sexuais, etc.). O uso de medicamentos e psicoterapias, quando bem administrados, são muito importantes na relação custo benefício. Estudos atuais demonstram que a manutenção de uma relação aberta e sincera profissional/cliente, diminui o número de recaídas, aumenta a eficácia dos tratamentos e diminui a probabilidade de cronificação das doenças emocionais.

 

 Há tratamento grupal para o Transtorno de Pânico?

 

O tratamento para o T. de Pânico geralmente é individual em seu início. Após avaliação diagnóstica e planejamento do tratamento medicamentoso, psicoterápico, ou ambos associados, poderemos optar pelo tipo de abordagem a ser aplicada dependendo de cada caso específicamente. O atendimento grupal, atualmente tem sido realizado, em sua maioria, para grupos psicoeducacionais cognitivos(orientação de um grupo de pessoas acometidas, sobre o funcionamento e conseqüências das doenças envolvidas). Poderá também ocorrer concomitante ao tratamento medicamentoso com abordagem cognitiva e/ou comportamental. O atendimento grupal no T. de Pânico diminui a sensação de isolamento das pessoas envolvidas.

 

 A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) pode ser realizada sem o uso concomitante de medicamentos?

 

A TCC poderá ser utilizada sem o uso associado de medicamentos. Há casos em que sua utilização isolada resulta em ótimos benefícios, como nas fobias específicas, nas fobias sociais, nas agorafobias. Devemos, porém, observar que a associação de outros transtornos como a Depressão, T. Obsessivo Compulsivo, Transtornos Bipolares, etc configuram o que denominamos comorbidades e nestes casos há a necessidade do uso de medicamentos. Estudos mais atuais apontam para uma ampliação das técnicas da TCC e também o número de patologias a serem tratadas por essas novas técnicas.

 

 Quero engravidar, mas tenho Transtorno de Pânico, o que devo fazer?

 

Quando os sintomas do T. de Pânico estão presentes deve-se evitar uma gravidez até que haja controle do quadro clínico(crises de Pânico, agorafobia, depressão associada,etc.). Após a remissão completa dos sintomas podemos utilizar a Psicoterapia Cognitiva Comportamental e sob supervisão médica psiquiátrica constante iniciar uma gravidez.

 

 Estou usando medicamentos para tratar Transtorno de Pânico e fiquei grávida, o que devo fazer agora?

 

O médico que está conduzindo o tratamento deverá avaliar cuidadosamente a relação custo benefício. Um transtorno emocional durante a gravidez poderá causar mais prejuízo que o tratamento a ser utilizado. Os riscos no desenvolvimento fetal são sempre maiores no início da gestação( primeiro trimestre ), mas dependendo da gravidade do quadro clínico, deveremos utilizar medicamentos também nesta fase. Existem estudos científicos que aprovam o uso de alguns antidepressivos durante a gravidez e condenam o uso de tranquilizantes. Há ainda controvérsias sobre o assunto e cada caso deve ser avaliado levando-se em conta o universo mãe e o desenvolvimento fetal. Quando houver suspeita ou certeza de uma gravidez deve-se comunicar imediatamente o profissional que está conduzindo o tratamento.

 

 Não consigo dirigir, tenho medo, o que acontece comigo?

 

O medo excessivo e irracional de dirigir com inibição do ato de dirigir ou muita ansiedade ao dirigir com a presença de sintomas autonômicos(palpitações, suores excessivos, tremores, tonturas , mal estar gástrico), dificuldade psicomotora, vontade de sair correndo, é classificado como um transtorno fóbico específico pelo DSMIV(Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos mentais).A fobia de dirigir prejudica muitas pessoas que deixam de habilitar-se ou abandonam o ato de dirigir assim que obtêm a carteira de habilitação. O tratamento é específico e dá ótimos resultados quando bem conduzido e baseia-se na terapia Cognitiva Comportamental. A técnica tem como principal objetivo a exposição progressiva e sistemática às situações fóbicas. Há atualmente auto escolas que oferecem serviço especializado.

 

 Sinto-me triste, será que estou com depressão?

 

Depressão é uma doença classificada pelo DSM-IV, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos mentais, elaborado pela Associação Psiquiátrica Norte Americana e aceito OMS, Organização Mundial de Saúde. Afeta o sono, apetite, disposição, auto estima, o bem estar físico e psicológico. Pode durar semanas, meses ou anos quando não tratada ou pode também melhorar espontaneamente, dificultando sua identificação. Há dificuldades em diferenciarmos a depressão da tristeza, que é um estado emocional relativo e proporcional aos acontecimentos e tende a desaparecer com o tempo, como por ex : diante da perda de um ente querido, doença que impossibilita uma vida normal, uma grande perda financeira, etc. Consideramos o Transtorno Depressivo uma doença importante que pode estar associada a vários outros transtornos emocionais, piorando ou dificultando o seu tratamento e muitas vezes causando grande prejuízo funcional, isto é; diminuindo as possibilidades de uma vida proveitosa e produtiva. Sua prevalência na população mundial é estimada entre 15% a 25% ao longo de toda a vida e muitas vezes envolvida com a produção de sintomas somáticos(físicos) que oneram os sistemas primários de atendimento e diminuem o rendimento no trabalho.

 

 Sinto-me sempre doente, será que sou hipocondríaco?

 

Atualmente consideramos Hipocondria ou Transtorno Hipocondríaco a preocupação persistente e intensa com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos(físicos) graves e progressivos. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são com freqüência interpretados como anormais e perturbadores. As queixas mais freqüentes se referem aos sistemas gastrointestinais, cardiorespiratório, segmento cefálico(cefaléias, tonturas atípicas), área auditiva, nasofaríngea, menos comuns no sistema músculo esquelético. Em geral, a Hipocondria tem caráter migratório, seguindo seu percurso queixoso pelos vários órgãos e sistemas, muitas vezes em função de informações veiculadas pela grande imprensa. São características do paciente hipocondríaco; a auto-inspeção regular e minuciosa, às vezes diária, a automedicação, as consultas freqüentes, a coleção sistematizada de resultados de exames e as receitas médicas em grande número, porque boa parte delas nunca foi usada ou foi utilizada por pequenos períodos. Há desconfiança do hipocondríaco não estar recebendo os cuidados apropriados, presença de uma "farmácia" em casa e raramente aceitação de tratamento psiquiátrico ou psicoterápico porque não reconhece a natureza psíquica de seu sintomas.

 

 O que é Transtorno Bipolar do Humor?

 

Anteriormente conhecido como Psicose Maniaco-Depressiva, o Transtorno Bipolar do Humor ou Doença Afetiva Bipolar, está descrito no DSM - IV ( Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Norte Americana de Psiquiatria) e incluído nos Transtornos do Humor juntamente com : Transtorno Depressivo Maior, Distimia, Ciclotimia, Transtorno do Humor Induzido por Substância, Transtorno do Humor devido a condição médica geral. O T.Bipolar do Humor apresenta um conjunto de sintomas que são necessários para caracterizar este diagnóstico e ocorre em duas fases ; fase (ou episódio) de euforia( ou mania) que apresenta : humor persistentemente elevado ou expansivo, autoestima exagerada (sentir-se "poderoso"), sentimentos de grandiosidade, diminuição da necessidade de sono, pressão por falar("falando muito"), distratibilidade (diminuição da concentração), fuga de idéias(aceleração do pensamento), envolvimento excessivo em atividades(trabalho,lazer,etc) sem medir conseqüências, irritabilidade exacerbada, aumento do desejo sexual(erotização), atividades prazerosas exacerbadas( compras excessivas, investimentos financeiros desproporcionados,etc.). Fase(ou episódio) depressivo, que apresenta: humor deprimido a maior parte do dia, quase todos os dias por pelo menos duas semanas, interesse ou prazer acentuadamente diminuídos, por quase todas ou todas as atividades, choro fácil(desproporcional ao estímulo que o desencadeou), perda ou ganho significativo de peso( 5% do peso corporal num período de um mês) ou alterações do apetite quase todos os dias, insônia ou excesso de sono, agitação ou retardo psicomotor(lentificação), fadiga ou perda de energia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, capacidade de concentração ou de pensar diminuída, pensamentos de morte freqüentes( em morrer, pessoas morrerem, em deixar morrer). Como vimos, há possibilidades contraditórias numa mesma patologia o que exige capacitação técnica para determinar um diagnóstico preciso e o tratamento mais adequado, necessitando-se de conhecimento médico psiquiátrico.

 

 O que é Esquizofrenia?

 

A classificação do DSMIV(Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos mentais) considera Esquizofrenia uma patologia mental que apresenta sintomas deficitários ou negativos(empobrecimento afetivo, diminuição da fluência da fala e do pensamento, diminuição da iniciativa voltada para uma meta) e sintomas produtivos ou positivos(delírios, alucinações, comunicação desorganizada). Atinge toda a população mundial, com uma prevalência em torno de 0,9% a 1,3%. Pode aparecer na criança, no adolescente e idade adulta, de modo insidioso ou abrupto e em muitos casos o diagnóstico é tardio. A evolução da doença tende para a cronificação com episódios agudos(surtos psicóticos) e pode ocorrer a permanência de sintomas(residuais) mesmo após melhora(remissão). Apresenta níveis de gravidade que podem ou não permitir uma readaptação social. Atualmente novas drogas estão sendo pesquisadas e utilizadas no tratamento da Esquizofrenia com resultados promissores e efetivos, diminuindo o sofrimento das pessoas acometidas e de seus familiares.

 

 O que é Tricotilomania?

 

A Tricotilomania caracteriza-se pela irresistível necessidade de arrancar cabelos, e/ou sobrancelhas, e/ou pelos do corpo. O ato é precedido por tensão(ansiedade ou desconforto) e seguido de relaxamento, podendo ocorrer também em momentos de descontração. Há prejuízo na vida e funcionamento da pessoa acometida e rebaixamento da auto-estima, colocando-a frequentemente em situações de constrangimento. Está classificada pelo DSMIV(Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais)como sendo um Transtorno do impulso. Ainda em estudo quanto a sua origem, acredita-se ter componente biológico e psicosocial. O tratamento atual preconiza o uso de antidepressivos e TCC(terapia Cognitiva Comportamental).

 

 



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