Os Primeiros Primatas

 

Os Primeiros Primatas

 
Os Ramapitthecus surgiram no continente africano entre 40 e 50 milhões de anos atrás ! Há cerca de 13 milhões a estiagem prolongada por séculos, tornaram o clima da floresta mais seco, fazendo com que grupos desses primatas saíssem da floresta em direção às savanas africanas. IMPRIMINDO O APARECIMENTO DO BIPEDALISMO !

 

 

 

Os Antropóides


Os antropóides são definidos como primatas sem cauda que existiram entre 22 milhões e 5,5 milhões de anos na Eurásia, ex:o Proconsul na África oriental, o Oreopithecus na Itália, o Silvapithecus no sudeste asiático o Ouranopithecus e o Dryopithecus na Grécia, que teriam dado origem aos antropóides africanos e aos humanos. No entanto, acredita-se que mais de 100 espécies de antropóides vagavam pelos continentes ainda com ligações por terra. Durante o Mioceno eles dominavam o mundo primata.

 

O BIPEDALISMO LIBEROU AS MÃOS PROGRESSIVAMENTE PARA TAREFAS MAIS COMPLEXAS, EXIGINDO MAIOR ACUIDADE VISUAL QUE SUPLANTOU, PAULATINAMENTE A CAPACIDADE OLFATIVA AINDA MUITO IMPORTANTE PARA A CAÇA E DEFESA DO BANDO.


No desenvolvimento das habilidades visuais, o alinhamento dos olhos possibilitou aos primatas bipédalos o aparecimento da visão tridimensional. Devido à visualização de um mesmo campo visual, decorrente do alinhamento das órbitas, desencadeou-se uma integração neural que forçou o desenvolvimento do córtex visual e das vias de associação visual.

 

 

 

Hominídios


AUSTRALOPITHECUS – (4 milhões de anos) surgiram na África Meridional, já caminhavam eretos, tinham aproximadamente 1,40 m de altura, provavelmente ainda cobertos de pêlos, viviam em grupos, seus cérebros mediam 400 cm3. O fóssil mais antigo e conhecido é Lucy, representante da espécie fêmea Australopithecuas Afarensis (região de afar da Etiópia).

 

HOMO HABILIS – (2 milhões de anos) criou os primeiros utensílios de pedra, rudimentares, considerado o primeiro representante do gênero humano, com volume cerebral de 700 cm3. Habitava as savanas secas e obtinha alimentos frutíferos e caça de pequenos animais. Sobreviveu cerca de 500 mil anos.


HOMO ERECTUS – (1,5 milhão de anos) habitou a África e se espalhou pela Europa e Ásia. Consumia maior variedade de alimentos, criou instrumentos de pedra com padrão definido, aprendeu a controlar o fogo (se aquecer, cozinhar), elaborar instrumentos de caça. Teve cérebro em torno de 700 a 1200cm3.

 

HOMO SAPIENS NEANDERTHALENSIS – (150 a 40 mil anos) considerado o símbolo do homem pré-histórico. Viveu durante a era glacial, habitando diversas regiões ( Europa, Oriente próximo à Ásia ). Apresentava um cérebro grande com 1400m3 e tinha características similares aos atuais humanos, criou uma série de instrumentos de pedra e acredita-se que já possuíam linguagem falada.


HOMO SAPIENS SAPIENS – (há 40 mil anos) espécie da qual fazemos parte, com um volume cerebral aproximadamente 1400 cm3. Conseguiu aliar o trabalho à criatividade, construindo as vestimentas, habitação, manifestações religiosas e artísticas.

 

O PROCESSO DE ENCEFALIZAÇÃO

A relação do tamanho do encéfalo, em nossos ancestrais, aumentou de três a quatro vezes comparando-se aos cérebros dos demais primatas nos últimos 6 milhões de anos. Porém, este aumento se deu principalmente às custas do aumento das conexões intra e interhemisféricas.(axonios e sinápses). 


(Allman J. M. Evolving Brains. New York: Scientific American Library: 2000. 224p) (Itzkoff S. W. The Form of Man. Ashfield, M.A.: Paideia Publishers:1983.336p.) (Squire L. R, Bloom F.E., McConnell S.K., Spitzer N. C., Zigmond M. J. Fundamental Neuroscience. 2nd ed. Amsterdam: Elsevier Academic Press, 1977).

 

 

 

Para Onde Vamos?


OS ESTUDOS ATUAIS TENDEM PARA A GENÉTICA, EPIGENÉTICA, ANTROPOLOGIA, ETOLOGIA E ESTUDOS DE IMAGEM DECODIFICADOS PELA INFORMÁTICA , TODOS INTEGRADOS.


A PSIQUIATRIA EVOLUCIONISTA TENTA RELACIONAR O NORMAL E O PATOLÓGICO BASEANDO-SE EMEVIDÊNCIAS ATUAIS, NA DOENÇA OU SAÚDE MENTAL, COMPARADAS À CAPACIDADE DE ADAPTÇÃO DO HOMO SAPIENS AO LONGO DE SUA EVOLUÇÃO E DE SEUS ANTEPASSADOS MAIS LONGÍNQUOS

 

FEAR AND FITNESS: An Evolutionary Analysis of Anxiety Disorders Isaac M. Marks Institute of Psyquiatry, London Randolph M. Nesse University of Michigan Medical School, Department of Psychiatry, Ann Arbor Ethology and Sociobiology 15:247-261(1994) Elsevier Science Inc. 1994



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