Textos Educativos

Fobia Social

15.05.2012

Dra. Raquel Chilvaquer

 
É o medo persistente de situações em que a pessoa sente-se muito exposta à avaliação dos outros, ou teme se comportar de maneira humilhante ou vergonhosa. Quando tenta enfrentar ou permanecer em tais situações, pode ocorrer uma reação intensa de ansiedade, com a possibilidade de um ataque de pânico. Há a tentativa de evitá-las a todo custo, mas reconhece-se que o medo é irracional, mantendo-se a autocrítica. Geralmente, ocorre prejuízo nas atividades sociais e ou ocupacionais. Quando a fobia social ocorre em apenas uma ou algumas situações, ela é chamada de circunscrita. Quando ocorre em muitas situações, comprometendo a maior parte das atividades, ela é chamada generalizada. A fobia social tende a ter seu inicio no final da infância ou no inicio da adolescência.  Costuma ser crônica, podendo interferir nas conquistas escolares ou acadêmicas, no desempenho no trabalho e no desenvolvimento social.
 
 
                

Tratamento

 
O tratamento da fobia social é basicamente realizado com medicamentos e psicoterapia. O tratamento medicamentoso engloba o uso de antidepressivos, inibidores de recaptura de serotonina ( ISRS), como por exemplo: a paroxetina, sertralina, fluoxetina, citalopram, sendo que estas drogas são consideradas em grande maioria como tratamento de primeira linha. Os benzodiazepínicos, como o alprazolam e clonazepam, também são eficazes, embora devam ser utilizados com cautela, devido ao risco de dependência  e comprometimento da memória no longo prazo.  A buspirona  também é utilizada para potencializar o tratamento com ISRS. Os betabloqueadores também são administrados com o objetivo de diminuir os tremores, taquicardia e sudorese em situações específicas, do tipo de ter que falar em público ou assinar um cheque.
 

A psicoterapia cognitiva comportamental é a mais estudada e utilizada em nosso serviço. Entre elas temos a exposição, em que o paciente é encorajado a enfrentar de forma gradual e progressiva as situações temidas e evitadas, o treino de habilidades sociais, no qual o paciente desenvolve um repertório maior de habilidades que não havia aprendido quando criança ou adolescente. Isto inclui a expressão adequada de sentimentos, conhecido como treino de autoafirmacao ou assertividade, e a reestruturação cognitiva, em que as distorções do pensamento são questionadas e corrigidas através das intervenções do terapeuta. 


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